A aprendizagem por projetos ganhou protagonismo no debate educacional por conectar teoria, prática e engajamento. Nesse cenário, Sergio Bento de Araujo, explica que em um cenário marcado por rápidas transformações tecnológicas, robótica, feiras educacionais e atividades interdisciplinares deixaram de ser complementos e passaram a integrar estratégias pedagógicas capazes de desenvolver competências acadêmicas, sociais e emocionais.
Projetos bem estruturados não são eventos isolados, mas instrumentos pedagógicos que organizam o aprendizado ao longo do ano letivo. Ao colocar o estudante diante de desafios concretos, a escola cria condições para que conteúdos de exatas, tecnologia e linguagem científica ganhem sentido e aplicabilidade. Neste artigo, você é convidado a entender como projetos pedagógicos bem planejados contribuem para o desenvolvimento de competências, estimulam o pensamento crítico e tornam o processo educacional mais significativo e conectado à realidade dos estudantes.
Robótica educacional como eixo integrador de exatas e tecnologia
A robótica educacional reúne matemática, física, programação e engenharia em uma mesma experiência de aprendizagem. Ao construir, testar e ajustar protótipos, o aluno desenvolve raciocínio lógico, pensamento sistêmico e capacidade de resolução de problemas.

Mais do que aprender conceitos técnicos, o estudante vivencia o método científico na prática. Hipóteses são testadas, erros são analisados e soluções são aprimoradas. Esse processo favorece a aprendizagem significativa e reduz a distância entre teoria e aplicação.
Na visão de Sergio Bento de Araujo, a robótica não deve ser tratada apenas como atividade extracurricular. Quando integrada ao currículo, ela se torna ferramenta didática poderosa para fortalecer o ensino de exatas e estimular o interesse por áreas tecnológicas, especialmente no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio.
Feiras educacionais como estratégia pedagógica e avaliativa
Feiras educacionais e tecnológicas representam um momento de síntese do aprendizado. Ao apresentar projetos para a comunidade escolar, os alunos exercitam comunicação, argumentação e responsabilidade sobre o próprio trabalho, informa Sergio Bento de Araujo. Diferentemente de provas tradicionais, esse formato valoriza processo, colaboração e clareza de raciocínio.
Para que cumpram seu papel pedagógico, as feiras precisam estar alinhadas aos objetivos de aprendizagem e aos critérios de avaliação. Projetos bem orientados permitem que o professor acompanhe o desenvolvimento do aluno ao longo do tempo, avaliando não apenas o resultado final, mas a construção do conhecimento.
Aprendizagem por projetos e desenvolvimento socioemocional
Além dos ganhos cognitivos, a aprendizagem por projetos contribui de forma significativa para o desenvolvimento socioemocional. Trabalhar em equipe, lidar com frustrações, negociar soluções e respeitar prazos são competências desenvolvidas de forma natural nesse modelo.
Essas habilidades estão diretamente relacionadas ao bem-estar do estudante e à sua capacidade de adaptação a contextos diversos. Projetos estimulam autonomia e protagonismo, ao mesmo tempo em que exigem responsabilidade e cooperação.
Como considera o empresário Sergio Bento de Araujo, a escola que adota projetos de forma estruturada cria um ambiente mais engajador e saudável. O aluno deixa de ser mero receptor de conteúdo e passa a atuar como agente do próprio aprendizado, fortalecendo a autoestima e senso de pertencimento.
Da sala de aula ao mundo real: método, continuidade e propósito
Portanto, o sucesso da aprendizagem por projetos depende de método e continuidade. Iniciativas pontuais tendem a gerar entusiasmo momentâneo, mas pouco impacto duradouro. Já projetos integrados ao planejamento pedagógico permitem progressão de complexidade e aprofundamento conceitual.
Robótica, feiras culturais e tecnológicas e projetos interdisciplinares podem ser organizados como trilhas de aprendizagem, acompanhando o estudante ao longo dos anos. Essa abordagem favorece a consolidação de competências e a conexão com desafios do mundo real, como sustentabilidade, inovação e tecnologia aplicada.
Ao estruturar projetos com propósito claro, a escola amplia seu papel formativo. Sergio Bento de Araujo expressa assim que a aprendizagem por projetos representa uma oportunidade concreta de alinhar educação, tecnologia e desenvolvimento humano. Quando bem conduzida, ela transforma conhecimento em experiência e prepara o estudante para lidar com problemas reais de forma crítica e criativa.
Autor: Nikolaeva Orlova



