Estimativas apontam crescimento de 4,2% no faturamento em relação ao ano anterior, com polos como o Brás entre os grandes beneficiados
O varejo de moda brasileiro segue em trajetória de crescimento, e as projeções para a temporada de outono e inverno de 2026 confirmam essa tendência. Os números do setor têm relação direta com polos comerciais tradicionais como o Brás, que concentram boa parte da produção e distribuição de roupas consumidas em todo o país.
As projeções para a temporada
O varejo brasileiro de moda deve movimentar cerca de 1,85 bilhão de peças e faturar R$ 63,34 bilhões durante a temporada de outono e inverno de 2026, entre maio e agosto, segundo estimativas do IEMI, Inteligência de Mercado. As estimativas apontam crescimento de 4,2% no faturamento entre maio e agosto em relação à temporada anterior, com o volume de peças avançando 0,65%. Central do VarejoCentral do Varejo
O peso de São Paulo no comércio eletrônico de moda
O crescimento do setor também se reflete na concentração geográfica das operações digitais de venda. Em 2023, São Paulo concentrava 48,56% das lojas virtuais do país, e em 2026 essa participação subiu para 57,86%, reforçando a centralização das operações no principal polo econômico e tecnológico do Brasil. Big Data Corp
Consolidação no setor de plataformas digitais
Apesar do crescimento em vendas, o número de plataformas de e-commerce vem se reduzindo, sinalizando um mercado mais maduro. Em 2026, o estudo mapeia 89 plataformas relevantes de e-commerce no país, ante 237 registradas em 2021, um recuo que sugere um ambiente menos pulverizado, com lojistas priorizando soluções com maior estabilidade operacional e suporte. Big Data Corp
O comércio eletrônico brasileiro em números
O e-commerce nacional como um todo também projeta crescimento expressivo para este ano, impulsionado em parte pela força de polos de moda como o Brás. Em 2025, o setor movimentou R$ 235,5 bilhões, alta de aproximadamente 15,3%, com 438,9 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 536,60; para 2026, a expectativa é que o e-commerce brasileiro fature R$ 260 bilhões, com o volume de pedidos alcançando 460,87 milhões. CNDL
São Paulo lidera as vendas online do país
A concentração geográfica também aparece nos dados de consumo digital nacional. Regionalmente, o Sudeste concentrou mais de 55% das transações de e-commerce em 2025, e o estado de São Paulo, sozinho, respondeu por 32% do volume nacional de vendas online. CNDL
A classe C impulsiona o consumo digital
Um dos fatores que sustenta esse crescimento é a ampliação do acesso ao comércio eletrônico entre diferentes perfis de consumidores. A Classe C respondeu por 54% das compras virtuais em 2025, indicando o avanço do acesso ao comércio eletrônico entre consumidores que representam uma parcela significativa da população brasileira. CNDL
O que esperar do restante do ano
Com o varejo de moda projetando crescimento consistente e o comércio eletrônico nacional mirando novos recordes de faturamento, a expectativa para o segundo semestre de 2026 é de continuidade nesse ritmo positivo. Para polos tradicionais como o Brás, que combinam produção física intensa com digitalização crescente das vendas, esse cenário representa uma oportunidade concreta de ampliar ainda mais sua participação no consumo nacional de moda.




