Elias Assum Sabbag Junior evidencia que a relação entre embalagens plásticas e saúde pública é mais direta do que muitos consumidores percebem. Ela começa antes mesmo do produto chegar às prateleiras, atravessa toda a cadeia de distribuição e termina, ou deveria terminar, com um descarte adequado que não comprometa solos, rios e, consequentemente, a cadeia alimentar. Entender essa relação é fundamental para qualquer profissional do setor que queira operar com responsabilidade real, não apenas com compliance regulatório.
Elias Assum Sabbag Junior, empresário com trajetória no setor de embalagens plásticas, é um dos nomes que entende essa intersecção não como obstáculo, mas como vetor de inovação e diferenciação competitiva.
Embalagem plástica e segurança alimentar
No contexto da saúde pública, a embalagem plástica tem um papel que frequentemente é negligenciado no debate ambientalista: ela protege alimentos, medicamentos e produtos de saúde de contaminação, umidade, luz e deterioração. Para Elias Assum Sabbag Junior, retirar o plástico sem oferecer alternativas equivalentes em performance não é uma solução, é uma troca de um problema por outro.
O plástico corrugado, nesse contexto, cumpre funções específicas de proteção e transporte que materiais alternativos ainda têm dificuldade de substituir com a mesma eficiência de custo. O desafio real não é eliminar o plástico, mas garantir que ele seja produzido com matéria-prima responsável, utilizado com eficiência e reintegrado ao ciclo produtivo após o uso.
Microplásticos: O problema que não pode ser ignorado
O debate sobre microplásticos ganhou escala global nos últimos anos, e com razão. Partículas plásticas de dimensões microscópicas têm sido encontradas em organismos marinhos, em solos agrícolas, em águas de abastecimento e, mais recentemente, em tecidos humanos. As implicações para a saúde ainda estão sendo investigadas, mas o princípio da precaução já deveria orientar decisões industriais.

Para fabricantes de embalagens, isso significa responsabilidade sobre o ciclo completo do produto: da formulação do material à orientação sobre descarte. Empresas que investem em soluções de pós-consumo e em materiais com menor propensão à fragmentação estão reduzindo ativamente sua contribuição para esse problema, o que representa, ao mesmo tempo, um compromisso ético e uma posição competitiva mais sólida.
Energia renovável na produção: Saúde ambiental como extensão da saúde humana
A produção industrial de plástico é intensiva em energia. A transição para fontes renováveis no processo produtivo reduz emissões de gases de efeito estufa, diminui a pegada de carbono do produto final e contribui para um ambiente mais saudável nas regiões onde as plantas industriais estão instaladas. Não é uma escolha apenas estratégica. É uma escolha com impacto direto sobre a qualidade do ar e da saúde das comunidades do entorno.
A Cartonale, empresa ligada à atuação de Elias Assum Sabbag Junior no setor, já avançou nessa direção com o uso de energia renovável em suas operações, demonstrando que a transição energética na indústria plástica não é apenas viável, mas economicamente justificável quando pensada com horizonte de médio e longo prazo.
O papel do setor privado na construção de um plástico mais responsável
Políticas públicas têm um papel importante na regulação do setor, mas a velocidade da transformação depende, em grande medida, das decisões que empresários tomam antes que qualquer regulação os obrigue. Elias Assum Sabbag Junior representa um perfil de liderança empresarial que entende o plástico não como vilão, mas como material que precisa ser gerido com inteligência, responsabilidade e visão sistêmica.
Esse é o caminho para um setor que quer continuar sendo relevante: não na defesa do status quo, mas na capacidade de liderar a própria transformação antes que o mercado ou a legislação force essa mudança de fora para dentro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez



